Quando eu comecei a gostar de New Order eu jamais iria imaginar que um dia reconheceria a trilha sonora da minha vida mais embalada por New Order do que por Front 242.
Não que Front 242 seja ruim... É ótimo, Jean-Luc de Meyer fez um excelente trabalho... Mas quem sempre roubou meu coração foram as melodias, as letras e o maravilhoso baixo do New Order.
Passa o tempo... Cada dia que acordo eu sigo juntando os pedaços e montando meu futuro com os restos de meu passado.
Lembro que o primeiro CD que ganhei de alguem (prefiro nao fazer referências) foi New Order - Republic... O que contém "Regret", a música que considero meu hino oficial.
Gosto de Depeche Mode, Erasure, Pet Shop Boys... Kraftwerk, Front 242... e de muita coisa mais.
Mas definitivamente, se eu tivesse de escolher a musica para ouvir na hora da morte, seria Regret...
Durante muito tempo escutei Regret chorando, mas desde que me libertei de todo o ódio que mutri por anos e que me mantinha preso a um passado esquecido e superado, finalmente posso ouvir Regret e encontrar nela mais pedacinhos de mim que eu imaginava...
Cada pedacinho dessa música, cada notinha, tudo soa para mim como minha casa, o lugar seguro onde minha mente passeia. Quando pedi ao meu irmao que tocasse ela no violão pra mim, sem sequer imaginar que ele seria capaz... Chorei quando a reconheci vibrando nas cordas do violão e cantei apertado quase sem voz...
E ainda choro, não me envergonho... como no dia que parei no trânsito e chorei ao ouvi-la tocar no radio.
Como agora...
Shutting down!
domingo, 28 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Peças Sobressalentes
Hoje meu amigo Pedro me ligou...
Estranho reencontrar a voz conhecida dele, que já foi minha referência pessoal sobre dignidade, respeito, profissionalismo e caráter...
Estranho como as vezes a via dá reviravoltas e acabamos por ensinar aquilo que aprendemos a duras penas mesmo sem querer.
Convidei-o a almoçar comigo e conversarmos sobre seus problemas, desta vez , com ele menos magoado e mais cansado de dar cabeçadas na parede, quem sabe eu possa sair de ouvinte a palestrante e ele possa me ouvir mais. Com menos ódio o coração tende a amolecer, e talvez os conselhos de quem ja teve o coração tão duro possam ajudá-lo a ultrapassar esta nova fase de reencontro. Sem família, Pedro tende a cometer os mesmos erros do passado.
Não há espaço digital no mundo suficiente para que eu expresse meus sentimentos sobre tudo o que já se passou...
Mas fico feliz em saber que depois de tudo que aconteceu, ele conseguiu dar a volta por cima, está se reerguendo, queimou o combustível de ódio da esposa e hoje procura se reequilibrar em suas emoções e sentimentos. Duro ver o gigante cair, duro ver sua imponência abalada e seu orgulho arrastando no chão, mas necessário entender que tudo coopera para seu engrandecimento, e mesmo depois de alguns anos, meu amigo continua aprendendo... Assim como eu aprendi.
Que Deus em sua infinita misericórdia e amor, possa aplacar este sentimento retrógrado ao crescimento dentro de meu amigo, e que ele encontre dentro de si as forças necessárias para continuar a caminhada com a fronte erguida...
Enquanto isso, procuro nas minhas peças sobressalentes algo que sirva para meu amigo e para mim mesmo, e quem sabe, ao ajudá-lo eu sinta meu fardo mais leve...
Me vem na mente os ultimos acordes de Regret (New Order), e a frase final da musica...
" Just wait till tomorrow
I guess that´s all say
just before they fall apart..."
Apesar de tudo...
Shutting down!
Estranho reencontrar a voz conhecida dele, que já foi minha referência pessoal sobre dignidade, respeito, profissionalismo e caráter...
Estranho como as vezes a via dá reviravoltas e acabamos por ensinar aquilo que aprendemos a duras penas mesmo sem querer.
Convidei-o a almoçar comigo e conversarmos sobre seus problemas, desta vez , com ele menos magoado e mais cansado de dar cabeçadas na parede, quem sabe eu possa sair de ouvinte a palestrante e ele possa me ouvir mais. Com menos ódio o coração tende a amolecer, e talvez os conselhos de quem ja teve o coração tão duro possam ajudá-lo a ultrapassar esta nova fase de reencontro. Sem família, Pedro tende a cometer os mesmos erros do passado.
Não há espaço digital no mundo suficiente para que eu expresse meus sentimentos sobre tudo o que já se passou...
Mas fico feliz em saber que depois de tudo que aconteceu, ele conseguiu dar a volta por cima, está se reerguendo, queimou o combustível de ódio da esposa e hoje procura se reequilibrar em suas emoções e sentimentos. Duro ver o gigante cair, duro ver sua imponência abalada e seu orgulho arrastando no chão, mas necessário entender que tudo coopera para seu engrandecimento, e mesmo depois de alguns anos, meu amigo continua aprendendo... Assim como eu aprendi.
Que Deus em sua infinita misericórdia e amor, possa aplacar este sentimento retrógrado ao crescimento dentro de meu amigo, e que ele encontre dentro de si as forças necessárias para continuar a caminhada com a fronte erguida...
Enquanto isso, procuro nas minhas peças sobressalentes algo que sirva para meu amigo e para mim mesmo, e quem sabe, ao ajudá-lo eu sinta meu fardo mais leve...
Me vem na mente os ultimos acordes de Regret (New Order), e a frase final da musica...
" Just wait till tomorrow
I guess that´s all say
just before they fall apart..."
Apesar de tudo...
Shutting down!
domingo, 21 de março de 2010
Do Fim ao Recomeço!
Limpem meus bits! Estou de volta depois de um milhão de conturbados momentos e de um trilhão de novas emoções!!!
Fim e Recomeço
Viver não é fácil, e nem deveria ser...
Ninguém disse que seria!
Um dia quando alguém me tirar esta faca enterrada bem fundo no peito.
E eu puder respirar o ar puro de um amanhã melhor.
Quem sabe possa até criar novos sonhos!
Sem o amargo gosto de fel das minhas entranhas.
Máquina enferrujada, lutando por uma última golfada de ar.
Com as estruturas corroídas pelo ácido do ressentimento.
Movimentando-se vagarosamente e rangendo suas engrenagens desgastadas.
A cada pulso, um pedaço que cai, uma parte que se desprende.
Emperrando como se fosse a última rotação.
O vapor procurando escapar aos jatos de uma caldeira prestes a explodir.
Alavancas e mostradores que há muito jazem sem função alguma.
Óleo saturado e viscoso escorre pelas suas vigas.
Fios retorcidos, partidos, inoperantes...
Um fundo triste e infinito, um cheiro ocre e metálico.
Naquele último momento, a ultima rotação.
E num estampido seco, entrecortado pela sibilar do ar que escapa.
Finalmente estanca todo o movimento.
E quando nao há mais inércia, o aço treme.
E sob o ranger e o tremor seco de metal contorcido
Emergem novas partes, pedaços brilhantes de um azulado metálico.
E então começam a cair as grandes peças enferrujadas
As antigas chapas carcomidas pelo tempo não resistem aos bisturís metálicos
Que cortam, perfuram e rasgam.
E ressurge uma nova máquina, que de dentro da velha nasceu.
E esta retoma o movimento, macio, ordenado e lubrificado
Ganhando mais e mais velocidade.
Seu ruido é forte uníssono e cadenciado.
E as últimas peças emfim se desprendem das velhas vigas, que tambem caem.
E num urro metálico imponente a nova Máquina conquista o ar com seu som.
Enquanto isso, no infinito abismo do nada
Em algum lugar entre onde estava e o nada...
Caem as peças da antiga máquina.
Shutting Down!
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