A realidade hoje é uma conexão de banda larga... Aqui e ali seres reais criam seres virtuais e como se brincassem de Deus eles passam a controlar a "existência" de suas crias e vivem à sombra de seus próprios egos.
Criei meu Tyranny Angs fazem muitos anos, tornando-o minha identidade virtual, um pesudônimo de algo etéreo, indistinto, borrado... Uma existência virtual de muitos anos como a minha, ás vezes confunde. Não sei onde termina eu e onde começa Tyranny... Tyranny foi o MechWarrior de gerações, o competente e perfeccionista piloto em Nascar Racing e hoje é o piloto em IL2 Sturmovik, o comandante das tropas de Age of Empires, o soldado em Combat Arms ou em Call of Duty... Tyranny é o herói invencível, sempre renascendo das cinzas tal qual uma ave fênix, enquanto sua mente real, perece amarrada a este frágil corpo de carne, vulnerável como meus inimigos virtuais, que perecem a um tiro. Cercado de notebooks e computadores quebrados, instalando e desinstalando programas, atendendo um milhão de ligações telefonicas. Assim é até quando eu reencontro Tyranny, e partimos para conquistar, superar, manobrar arriscadamente e cada vez mais alto, mais preciso... Até me reencontrar de novo no " Game Over"...
Ou até que o " Game Over" seja real...
Post Over...
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Viagem de volta...

Quando eu tinha 12 anos achava que era um robô indestrutível...
Aos 14 acreditava que poderia domar o mundo em minhas mãos...
Nos 15, descobri que era de carne (muito machucadinha), ossos (bem quebradinhos) e que o mundo era bem maior que a palma da minha mão...
Aos 17 eu descobri o amor...
Fiz 21 e descobri que não era a prova de balas...
Nos 27 des-descobri o amor, a amizade, o orgulho e a simplicidade...
29... Me dei outra chance!
Quando dos 30, comecei a me achar velho demais...
e finalmente aos 33... Eu acho que preciso voltar lá para os 12, e reescrever tudo de novo.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
A busca!
As vezes, como hoje, me dá uma vontade imensa de sumir... De algum lugar dentro de mim mesmo transborda uma saudade enorme de mim mesmo, e reviro meus pedacinhos procurando encontrar as lascas de meu mundo repartido e colá-los com a cola de minhas antigas ilusões.
Tudo o que encontro me é estranho, sem sentido e perigosamente nostálgico.
Quando encontro algo que me remonta as memorias de meu passado. Sinto-me um órfão de mim mesmo, que enterrei minhas lembranças no mais fundo recôndido e joguei toneladas de terra em cima. Criei túmulos de mármore e granito, homenagens póstumas a algo perdido, que já não consigo me lembrar.
Tecnologia... Sintética, previsível, fria e controlada...
Emoções... Perigosamente instáveis, imprevisíveis e incontroláveis...
A palavra para o que sinto não é dor, mas mesmo assim, dói até não poder mais.
Onde foi que eu perdi meu firmware?
Tudo o que encontro me é estranho, sem sentido e perigosamente nostálgico.
Quando encontro algo que me remonta as memorias de meu passado. Sinto-me um órfão de mim mesmo, que enterrei minhas lembranças no mais fundo recôndido e joguei toneladas de terra em cima. Criei túmulos de mármore e granito, homenagens póstumas a algo perdido, que já não consigo me lembrar.
Tecnologia... Sintética, previsível, fria e controlada...
Emoções... Perigosamente instáveis, imprevisíveis e incontroláveis...
A palavra para o que sinto não é dor, mas mesmo assim, dói até não poder mais.
Onde foi que eu perdi meu firmware?
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