domingo, 21 de março de 2010

Do Fim ao Recomeço!

Limpem meus bits! Estou de volta depois de um milhão de conturbados momentos e de um trilhão de novas emoções!!!


Fim e Recomeço


Viver não é fácil, e nem deveria ser...

Ninguém disse que seria!


Um dia quando alguém me tirar esta faca enterrada bem fundo no peito.

E eu puder respirar o ar puro de um amanhã melhor.

Quem sabe possa até criar novos sonhos!

Sem o amargo gosto de fel das minhas entranhas.


Máquina enferrujada, lutando por uma última golfada de ar.

Com as estruturas corroídas pelo ácido do ressentimento.

Movimentando-se vagarosamente e rangendo suas engrenagens desgastadas.

A cada pulso, um pedaço que cai, uma parte que se desprende.


Emperrando como se fosse a última rotação.

O vapor procurando escapar aos jatos de uma caldeira prestes a explodir.

Alavancas e mostradores que há muito jazem sem função alguma.

Óleo saturado e viscoso escorre pelas suas vigas.

Fios retorcidos, partidos, inoperantes...


Um fundo triste e infinito, um cheiro ocre e metálico.

Naquele último momento, a ultima rotação.

E num estampido seco, entrecortado pela sibilar do ar que escapa.

Finalmente estanca todo o movimento.


E quando nao há mais inércia, o aço treme.

E sob o ranger e o tremor seco de metal contorcido

Emergem novas partes, pedaços brilhantes de um azulado metálico.

E então começam a cair as grandes peças enferrujadas

As antigas chapas carcomidas pelo tempo não resistem aos bisturís metálicos

Que cortam, perfuram e rasgam.


E ressurge uma nova máquina, que de dentro da velha nasceu.

E esta retoma o movimento, macio, ordenado e lubrificado

Ganhando mais e mais velocidade.

Seu ruido é forte uníssono e cadenciado.

E as últimas peças emfim se desprendem das velhas vigas, que tambem caem.

E num urro metálico imponente a nova Máquina conquista o ar com seu som.


Enquanto isso, no infinito abismo do nada

Em algum lugar entre onde estava e o nada...

Caem as peças da antiga máquina.


Shutting Down!



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