Limpem meus bits! Estou de volta depois de um milhão de conturbados momentos e de um trilhão de novas emoções!!!
Fim e Recomeço
Viver não é fácil, e nem deveria ser...
Ninguém disse que seria!
Um dia quando alguém me tirar esta faca enterrada bem fundo no peito.
E eu puder respirar o ar puro de um amanhã melhor.
Quem sabe possa até criar novos sonhos!
Sem o amargo gosto de fel das minhas entranhas.
Máquina enferrujada, lutando por uma última golfada de ar.
Com as estruturas corroídas pelo ácido do ressentimento.
Movimentando-se vagarosamente e rangendo suas engrenagens desgastadas.
A cada pulso, um pedaço que cai, uma parte que se desprende.
Emperrando como se fosse a última rotação.
O vapor procurando escapar aos jatos de uma caldeira prestes a explodir.
Alavancas e mostradores que há muito jazem sem função alguma.
Óleo saturado e viscoso escorre pelas suas vigas.
Fios retorcidos, partidos, inoperantes...
Um fundo triste e infinito, um cheiro ocre e metálico.
Naquele último momento, a ultima rotação.
E num estampido seco, entrecortado pela sibilar do ar que escapa.
Finalmente estanca todo o movimento.
E quando nao há mais inércia, o aço treme.
E sob o ranger e o tremor seco de metal contorcido
Emergem novas partes, pedaços brilhantes de um azulado metálico.
E então começam a cair as grandes peças enferrujadas
As antigas chapas carcomidas pelo tempo não resistem aos bisturís metálicos
Que cortam, perfuram e rasgam.
E ressurge uma nova máquina, que de dentro da velha nasceu.
E esta retoma o movimento, macio, ordenado e lubrificado
Ganhando mais e mais velocidade.
Seu ruido é forte uníssono e cadenciado.
E as últimas peças emfim se desprendem das velhas vigas, que tambem caem.
E num urro metálico imponente a nova Máquina conquista o ar com seu som.
Enquanto isso, no infinito abismo do nada
Em algum lugar entre onde estava e o nada...
Caem as peças da antiga máquina.
Shutting Down!
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